O Que Faz Mesmo uma Agência de Redes Sociais?
Quem contrata uma agência de redes sociais acha que está a comprar publicações. As publicações são o décimo visível, e os outros nove décimos é que trazem as reservas.
Quem contrata uma agência de redes sociais acha, quase sempre, que está a comprar publicações. Um certo número por semana, bem desenhadas, a sair a horas.
Isso é o décimo visível do trabalho. Os outros nove décimos é que trazem as reservas, e é a parte que ninguém põe na proposta.
Resposta curta: uma agência de redes sociais decide o que dizer, produz, publica, responde ao que chega de volta, e diz-lhe se aquilo produziu clientes. Publicar é a parte fácil. Decidir e responder é o que está mesmo a pagar.
O que o trabalho envolve, com honestidade
Seis coisas, e a ordem importa porque o valor está quase todo no topo.
Decidir o que dizer. Com quem está a falar, o que essa pessoa precisa de ouvir, e o que quer que aconteça. Uma agência que começa por perguntar quantas publicações quer está a saltar este passo, e as publicações vão mostrá-lo.
Produzir. Escrita, design, fotografia, vídeo, edição. É o resultado visível e é também a parte mais substituível.
Publicar. Agendamento, formatos, tamanhos, a coisa certa no sítio certo. Quase todo mecânico e cada vez mais automatizado.
Responder. Comentários e mensagens diretas, a horas, numa voz que soe à sua. É aqui que os contactos se transformam em reservas e é aqui que a maioria das contas perde dinheiro em silêncio.
Ver o que acontece. Não alcance e likes. Guardados, partilhas, mensagens, e se alguma coisa daquilo chegou à caixa.
Dizer-lhe a verdade sobre isso. Incluindo os meses em que não funcionou e porquê.
Repare que publicar está a meio da lista e é aquilo que a maioria das pessoas acha que está a comprar.
Porque é que só publicações não trazem reservas
Alguém vê um bom reel. Clica, chega a um site que leva seis segundos a carregar, não encontra um preço, e vai-se embora.
A publicação fez o trabalho dela perfeitamente. Faltou tudo o que vinha depois.
É esta a razão mais comum para um negócio concluir que as redes sociais não funcionam para ele, e confunde-se com o problema do alcance, que é outra coisa. O conteúdo estava bem. O caminho do conteúdo até à compra estava avariado, e ninguém olhava para ele porque o briefing dizia "publicações". É também aqui que entra o que a agência precisa de si.
Publicar é a porta de entrada do marketing. Uma porta de entrada é útil e não é uma casa.
E há uma parte que não depende de si: a própria Meta explica que o feed ordena por probabilidade de interação, não por quem o segue. Uma agência que lhe prometa alcance garantido está a prometer uma coisa que a plataforma não vende.
O que uma boa agência faz e uma barata não
Uma boa | Uma que só parece boa | |
|---|---|---|
Começa por | Perguntar quanto vale um cliente para si | Perguntar quantas publicações quer |
Fonte do conteúdo | Coisas que aconteceram dentro do seu negócio | Imagens de banco e modelos do setor |
Mensagens e comentários | Respondidos no mesmo dia, na sua voz | Deixados para si, ou respondidos de forma genérica |
Relatório mensal | O que gerou contactos, e o que vai mudar | Alcance, impressões e crescimento de seguidores |
Quando os resultados descem | Diz-lhe porquê, incluindo quando a culpa é dela | Mostra-lhe um gráfico que subiu |
Vai dizer-lhe | Que as redes sociais não são o seu problema, se não forem | Que precisa de mais publicações |
A última linha é a que vale a pena testar numa primeira conversa. Uma agência que nunca disse a um potencial cliente "isto não é o seu problema" é uma agência que vende a mesma coisa a todos.
Se já está a pagar redes sociais e não consegue dizer se aquilo produz algo, isso é uma coisa concreta que se vai ver. Somos a Salty Lavender, agência de marketing full-service em Faro. Fale connosco.
O que continua a ter de fazer
Nenhuma agência consegue produzir o material que torna a conta sua em vez de genérica. Isso significa fotografias de dias normais de trabalho, as perguntas que os clientes fazem de facto, e um sim ou um não nas propostas em poucos dias.
Parece mais do que é. Dez ou quinze minutos por semana, quase tudo a reencaminhar coisas que já estão no telemóvel.
As contas que ficam genéricas ficaram genéricas quase sempre porque esse fluxo parou, e não porque a agência piorou.
Quando não precisa de uma agência de redes sociais
Três situações, e recusamos trabalho em todas elas.
Se ninguém lhe compra através das redes sociais. Há negócios que vendem mesmo por pesquisa, por recomendação ou por passar à porta, e as redes são uma terceira prioridade lenta. Despejar dinheiro nelas porque a concorrência publica todos os dias é como se desperdiçam orçamentos.
Se a oferta ou o preço não estão resolvidos. O marketing amplifica um negócio claro e não consegue inventar um. Publicar mais alto sobre uma coisa confusa faz a confusão viajar mais longe.
Se publica bem e gosta de o fazer. Há donos de negócio que são o melhor conteúdo que a empresa vai ter. Nesse caso, o que pode precisar é de ajuda na estratégia e no site, não na publicação.
Quanto deve custar?
Ninguém responde a isso com honestidade sem saber duas coisas: quanto vale um cliente para si, e quanto do trabalho consegue fornecer por sua conta.
O que lhe podemos dizer é de que partes o preço é feito. Tempo de estratégia, tempo de produção, tempo de publicação, tempo de gestão de comunidade, e relatórios. Quando um orçamento parece invulgarmente baixo, uma dessas partes foi retirada, e quase sempre é a gestão de comunidade ou a estratégia. São as duas que produzem resultados, e é por isso que são as duas que se cortam para chegar a um preço.
Peça a qualquer agência para dividir o número nessas cinco partes. A resposta diz-lhe o que está a comprar.
A versão curta
Não está a contratar alguém para encher um calendário. Está a contratar alguém para decidir o que vale a pena dizer, dizê-lo como deve ser, responder a quem responde, e dizer-lhe se aquilo funcionou.
Se a conversa é sempre só sobre quantas publicações, está a comprar o décimo do trabalho que uma ferramenta de agendamento quase conseguia fazer.
E se precisar de mais canais do que este, é outra decisão: o que muda com uma agência full service.
Perguntas Frequentes
O que faz uma agência de redes sociais?
Decide o que dizer, produz, publica, responde aos comentários e mensagens que isso gera, e reporta se produziu clientes. Publicar é a parte visível e a menos valiosa. A estratégia e as respostas é que justificam o dinheiro.
Quanto custa uma agência de redes sociais?
Depende de quanto vale um cliente para si e de quanto material consegue fornecer. Peça o preço dividido em estratégia, produção, publicação, gestão de comunidade e relatórios. Orçamentos invulgarmente baratos costumam ter retirado a gestão de comunidade ou a estratégia, que são as duas que produzem resultados.
Quanto tempo até as redes sociais darem resultados?
O engagement pode mexer-se em semanas. Contactos e reservas trabalham à escala de meses, porque dependem de as pessoas o verem mais do que uma vez e de o caminho da publicação até à compra estar claro. Quem prometer vendas rápidas em orgânico está a descrever anúncios pagos.
Preciso de uma agência se já publico eu?
Possivelmente não. Se publica bem e gosta, pode ser o melhor conteúdo que o seu negócio tem. O que quem está nessa posição costuma precisar é de ajuda na estratégia e no site que recebe o tráfego, e não na publicação em si.
Quanto tenho de me envolver?
Cerca de dez a quinze minutos por semana, mais uma chamada curta por mês. Quase tudo é reencaminhar fotografias e responder a aprovações. As contas que derivam para conteúdo genérico são quase sempre contas onde esse fluxo parou.
Como sei se a minha agência atual é boa?
Olhe para o relatório do mês passado. Se abre com alcance, impressões e crescimento de seguidores, foi desenhado para não ser julgado. Um relatório útil diz-lhe que conteúdo gerou mensagens e contactos, e o que vai mudar no mês seguinte por causa disso.