Criar um Site para a Sua Empresa: WordPress, Wix ou Feito à Medida?
O nosso site esteve cinco anos em WordPress antes de o refazermos. O que estava mal, porque mudámos e como escolher entre WordPress, Wix e um site à medida.
Quem vai criar um site para a empresa acaba quase sempre na mesma pergunta: WordPress, Wix ou um site feito à medida? O nosso esteve cinco anos em WordPress e foi refeito numa plataforma própria. Isso não quer dizer que deva fazer o mesmo. Na maior parte das pequenas empresas, o que decide não é a plataforma. É quem vai tratar do site depois de ele estar no ar.
Qual é a melhor forma de criar um site para uma pequena empresa?
Depende de quem vai cuidar dele. Se quer fazer tudo sozinho e o site é simples, o Wix chega. Se precisa de mais liberdade e tem quem o atualize todos os meses, o WordPress serve bem. Um site feito à medida compensa quando é a principal fonte de contactos da empresa e a rapidez pesa nas vendas.
WordPress, Wix ou feito à medida: as diferenças
O WordPress é a escolha mais comum por boas razões. Segundo a W3Techs, que acompanha a tecnologia por trás dos sites, está em cerca de quatro em cada dez sites da internet. O Wix é um construtor alojado: paga uma mensalidade e não tem de tratar de servidores nem de atualizações. Um site feito à medida é programado para o seu caso.
| Wix | WordPress | Feito à medida | |
|---|---|---|---|
| Custo inicial | Baixo | Baixo a médio | Mais alto |
| Quem edita o conteúdo | O próprio, sem ajuda | O próprio, com um editor conhecido | Depende do que for construído |
| Manutenção | Quase nenhuma | Atualizações todos os meses | Poucas peças, mas depende de quem o fez |
| Rapidez | Razoável | Depende do tema e dos plugins | Pode ser rápido desde o início |
| Mudar de plataforma mais tarde | Obriga a refazer o site | Possível, com redirecionamentos | Possível, com redirecionamentos |
O que estava mal no nosso site em WordPress
Antes de o refazer, fizemos uma auditoria ao site antigo. Foi isto que encontrámos:
- Lento. Tinha sido feito com um construtor de páginas por cima de um tema.
- Código desarrumado. Os títulos estavam fora de ordem, o cabeçalho estava feito duas vezes (uma para o telemóvel, outra para o computador) e havia links que não levavam a lado nenhum.
- Páginas a mais. Tinha chegado às 35 páginas, incluindo páginas para regiões onde já não trabalhávamos, e a 46 artigos. Sete desses artigos eram conteúdo de demonstração que vinha com o tema e nunca tinha sido apagado.
- Sem dados fiáveis. O site ainda enviava as visitas para o Universal Analytics, que o Google já desligou. A propriedade nova do Google Analytics tinha sido criada, mas nunca foi ligada. Durante muito tempo não soubemos o que os visitantes faziam no site.
- Cópias do site no Google. Uma cópia de desenvolvimento e um subdomínio antigo apareciam nos resultados ao lado do site verdadeiro.
O resultado, nos 15 meses antes da mudança: cerca de oito cliques por mês vindos do Google, numa posição média de 63. Ou seja, na sétima página.
A maior parte desta lista não é culpa do WordPress. É o que se vai acrescentando em cinco anos e nunca se limpa. Vale a pena ter isto presente antes de decidir o que fazer ao seu site.
Porque mudámos, em vez de arrumar
Queríamos quatro coisas que o site antigo não nos dava sem começar de novo:
- Menos páginas e mais claras. As 35 páginas passaram a um punhado de páginas de serviço, cada uma com uma função.
- Rapidez e código limpo como requisito. Antes de escrever uma linha de código, pusemos as metas por escrito, com testes que o site novo tinha de passar.
- Duas línguas bem feitas. Inglês e português europeu, com o português escrito para quem lê em Portugal, e não traduzido palavra a palavra.
- Dados estruturados de raiz, para que os motores de pesquisa e as ferramentas de IA percebam quem somos e o que fazemos.
No dia a seguir ao lançamento, medimos a homepage nova no PageSpeed Insights: 98 de desempenho em telemóvel, com o conteúdo principal a carregar em 0,4 segundos.
Não foi uma mudança sem custos. As primeiras semanas exigiram correções nos redirecionamentos e na medição de visitas, que só apareceram porque fomos verificar. Se mudar de plataforma, conte com esse tempo.
Vai criar o site sozinho? Quatro verificações
Estas vêm diretamente do que correu mal com o nosso.
- Teste a homepage no PageSpeed Insights, na versão para telemóvel. Uma nota fraca numa página simples costuma apontar para o tema ou para plugins a mais.
- Confirme que o Google Analytics está a registar. Abra o relatório em tempo real e visite o seu próprio site. Se não aparecer nada, está a trabalhar às cegas.
- Crie e preencha o Perfil de Empresa no Google. Para um negócio local, conta tanto como o site, como explicamos no artigo sobre SEO local.
- Decida quem atualiza o site. Se a resposta for "logo se vê", resolva isso primeiro, seja qual for a plataforma.
Quando faz sentido pedir ajuda
Muitas pequenas empresas fazem bem em criar o site sozinhas. Faz sentido pedir ajuda quando:
- o site é a principal fonte de contactos e cada segundo de carregamento pesa;
- precisa do site em duas línguas, o que no Algarve acontece muitas vezes, com clientes estrangeiros;
- vai mudar um site antigo de plataforma e não quer perder o que já tinha no Google;
- não tem tempo para o manter, e sabe que não vai ter.
Perguntas frequentes
Criar um site em WordPress é grátis?
O software é gratuito. Ter o site a funcionar não é: há alojamento e domínio a pagar, e alguém tem de o manter atualizado.
O WordPress é mau para o SEO?
Não. O Google não penaliza um site por ser feito em WordPress. O nosso site antigo estava mal posicionado por causa da forma como estava organizado e das cópias que competiam com ele no Google. Isso pode acontecer em qualquer plataforma. Para perceber o que conta de facto, veja o que é SEO e como funciona.
O Wix é bom para empresas?
Para um site simples, com poucas páginas e que o próprio dono quer gerir, sim. Fica mais apertado quando o negócio cresce e precisa de funções que a plataforma não tem, e sair dele obriga a refazer o site noutro sítio.
O WordPress é seguro?
O núcleo do WordPress é mantido e corrigido com regularidade. A maior parte dos problemas vem de temas e plugins desatualizados ou abandonados pelos autores. Por isso, as atualizações mensais contam mais do que a escolha da plataforma.
Posso mudar de plataforma mais tarde sem perder o lugar no Google?
Sim, se cada endereço antigo for redirecionado para o equivalente novo. Nós mapeámos todas as páginas e artigos do site antigo antes da mudança e, mesmo assim, encontrámos falhas depois do lançamento. Planeie os redirecionamentos primeiro e confirme-os outra vez com o site novo no ar.
A Salty Lavender, agência de marketing full-service em Faro, desenha e desenvolve sites como parte do marketing que faz para pequenas empresas. Se não sabe se deve arranjar o seu site ou começar de novo, conte-nos o que tem ou escreva para hello@saltylavender.com.